Pensando
no processo de construção da escrita e na variedade de suportes necessários a
um trabalho de pesquisa, indaguei ao grupo como poderíamos fazer para que
conseguíssemos ampliar nossa pesquisa com a ajuda de outras pessoas.
As
respostas das crianças foram as mais variadas, desde a ideia de contar
pessoalmente para cada uma das pessoas até a de usar um megafone para que todas
elas conseguissem ouvir. Em meio a tantas sugestões, uma das crianças levantou
a hipótese de escrevermos um bilhete para os pais. Assim, com a ideia das
crianças e o meu auxílio como escriba, conseguimos formular o seguinte
bilhete (que foi enviado para a casa, para os pais).
“Papai
e mamãe.
Estamos
precisando de ajuda para fazer uma pesquisa sobre os insetos.
Vocês
podem nos ajudar?
Obrigado
Turma
do Lápis”.
O
retorno dos pais foi muito bom. Recebemos vários materiais: livros, pesquisas
de internet, insetos de brinquedo e de verdade e muitas imagens.
Uma
das crianças nos trouxe um desafio. Ele chegou à sala com muitos insetos de
borracha e, dentre eles, haviam dois que não eram insetos. A turma precisava
descobrir quais não eram insetos. Foi difícil para o grupo, mas a
criança deu algumas dicas e nos contou que para ser inseto o bichinho só pode
ter seis patas. É isso que diferencia os insetos dos outros animais.
Partindo
dessa informação, as crianças foram contar as patas dos bichinhos que o colega
trouxe. Descobriram que o escorpião e a aranha não são insetos porque
eles têm oito patas.
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